

EU.YOU.GO é um intercâmbio juvenil internacional que envolve jovens provenientes de 5 países europeus (Itália, Lituânia, Grécia, Polónia e Portugal), que se realiza de 21 de julho a 01 de agosto 2025 em Ferreira do Alentejo.
A Associação Check-IN desenvolve este intercâmbio inserido nos “Objetivos Europeus da Juventude”. Entre o ano de 2021 e 2027, trabalhamos 5 objetivos: a União Europeia Conectada com os Jovens (YG1), como impulsionar a Juventude rural (YG6), criar uma educação de qualidade (YG8), envolver as organizações de Juventude e Programas para Jovens (YG11), sociedades inclusivas (YG3). E em 2024, acrescentamos a Emprego de Qualidade para todos (YG7).
Este intercâmbio juvenil procura dar aos participantes novos pontos de vista sobre os Objetivos Europeus da Juventude, através da arte que posteriormente irão ser expressadas à comunidade local através da escultura, da dança, do teatro e da música. Este intercâmbio procura consciencializar os jovens sobre o futuro da Europa. O objetivo principal deste projeto é saltar fronteiras, transpassar barreiras sociais e económicas e encontrar valores comuns entre as vastas culturas, abrindo a mente dos jovens à interculturalidade e aos Objetivos Europeus da Juventude.
Durante estes 10 dias os jovens têm a oportunidade de frequentar atividades que estimulam a criatividade, através da expressão corporal, sonora, artes plástica e multimédia, representarem a diversidade cultural ali presente.
Daremos como término o intercâmbio uma apresentação aberta à comunidade local apresentando o que iremos trabalhar durante estes dias em Ferreira do Alentejo.
Este projeto foi aprovado pela Agência Nacional Erasmus + Juventude em Ação, com a referência: 2024-1-PT02-KA151-YOU-000224947 Contamos com o apoio altamente comprometido da Câmara Municipal de Ferreira e ainda do Instituto Português do Desporto e Juventude, a parceria de 4 entidades europeias e outras entidades locais.
Mais informações: check-in@checkin.org.pt
Celso Zanini é um multiartista brasileiro a viver em Portugal, com mais de 15 anos de carreira no teatro, música e audiovisual. Formado em Teatro pela UFRGS, foi membro fundador do Grupo Cerco, atuando como ator, dramaturgo e compositor em espetáculos premiados como *O Sobrado*, *Incidente em Antares* e *Arena Selvagem*. Em 2022, criou a opereta-rock *Trago Sorte Mentira & Morte*, distinguida com os Prémios Açorianos de Melhor Dramaturgia e Melhor Trilha Sonora. Atualmente, trabalha no teatro musical e como Designer de Narrativa.

Maria Kopke é uma artista e escritora luso-brasileira, com formação em música e teatro, e um mestrado em Estudos Comparatistas. Com talento para a narração de histórias, tem experiência em composição de músicas, escrita de roteiros, direção, ensino, e tem trabalhos de ficção e não ficção publicados por publicações portuguesas e internacionais. Em todo o seu trabalho, ela procura usar a arte como uma ferramenta para construir pontes e criar oportunidades de diálogo.

Sara nasceu em Portugal e viajou pela Europa para aprender sobre a vida e a arte. É uma performer de dança, teatro e música, e uma professora e facilitadora de movimento e dança. Sara acredita que todos são dançarinos desde o momento do nascimento e que a dança e a arte em geral são ferramentas poderosas para reconectar os seres humanos com a sua essência de seres vivos criativos que fazem parte deste grande, complexo e belo ecossistema chamado Terra.

Sarah Pinto é uma artista multidisciplinar baseada em Lisboa. Licenciada em Relações Internacionais em 2015, tem experiência em diferentes áreas, como professora de línguas, facilitadora em workshops e intercâmbios de jovens Erasmus+, turismo e comércio. Sarah explora as artes visuais como uma forma de reconectar consigo mesma, com os outros e com a natureza, criando para expressar sentimentos e emoções.
Parceiros internacionais
– Hellenic Youth Participation, Grécia
– Associazione Agrado, Itália
– Society and Enterprise Development institute VVPI, Lituânia
– IAiRS, Polónia
– Omix – Municipality of Ribadavia, Espanha
Parceiros Nacionais
– Junta de Freguesia de Vila Nova de Milfontes
– Instituto Português do Desporto e Juventude
Durante o projeto vamos publicar um diário do projeto para manter a par todos os interessados


DIA 1
Os nossos participantes chegaram à acolhedora cidade de Ferreira do Alentejo, prontos para iniciar uma empolgante viagem intercultural. Representando a Grécia, Itália, Lituânia, Polónia, Portugal e Espanha, encontravam-se pela primeira vez – pelo que o dia se concentrou em quebrar o gelo e criar as primeiras ligações. A atmosfera estava cheia de curiosidade e entusiasmo, enquanto todos partilhavam as suas primeiras impressões e aprendiam sobre as culturas uns dos outros.
Começámos com jogos de apresentação enérgicos, que combinavam memória e movimento. Os participantes apresentaram-se com gestos únicos, seguidos de um jogo em que tinham de formar os seus nomes usando letras emprestadas aos outros. Estas interações lúdicas estabeleceram o tom para o trabalho de equipa e a colaboração. Seguiu-se uma atividade dinâmica de “speed dating”, onde os participantes rodavam em curtas conversas individuais, respondendo a perguntas divertidas como “Que três objetos levarias para uma ilha deserta?” ou “Se tivesses um superpoder, qual seria?”. Estas rápidas interações despertaram risos e criaram a base para uma dinâmica de grupo amigável.
A parte temática da troca começou com uma apresentação do projeto “EU.YOU.GO IV (2025)”. Os participantes aprenderam sobre o Erasmus+, o Youthpass e o Corpo Europeu de Solidariedade, e partilharam as suas expectativas, receios e o que esperavam contribuir nos dias seguintes. Isto ajudou a alinhar o grupo em torno de um propósito comum e preparou-os para uma participação significativa.
À tarde, explorámos os 11 Objetivos Europeus para a Juventude através de um jogo de equipa interativo. Utilizando códigos de cor e símbolo e pensamento rápido, as equipas decifraram mensagens e responderam a perguntas relacionadas para ganhar pontos. Esta atividade envolvente combinou aprendizagem e trabalho de equipa, aumentando a consciência sobre questões-chave da juventude na Europa.
Depois de uma breve sessão de reflexão, o dia terminou com a primeira Noite Intercultural, celebrando a Grécia, a Polónia e Portugal. Os participantes desfrutaram de danças tradicionais, música, língua e gastronomia, numa animada noite de intercâmbio cultural. A energia e o entusiasmo criaram um tom vibrante para o restante do projeto.
DIA 2
Ao nascer do sol sobre Ferreira do Alentejo, os participantes reuniram-se para um dia cheio de criatividade, expressão e exploração dos Objetivos Europeus para a Juventude. A manhã começou com um pequeno-almoço alegre, seguido de um jogo energizante conduzido pela equipa grega, que provocou risos e promoveu a ligação entre todos.
Os participantes exploraram, em seguida, os Objetivos Europeus para a Juventude através de uma atividade criativa de dramatização. Divididos em equipas, receberam um objetivo específico e cinco palavras-chave, que utilizaram para criar pequenas apresentações. Sem nomear o objetivo, representaram o seu significado através de histórias e movimentos, desafiando a audiência a adivinhar. Este exercício dinâmico destacou o trabalho de equipa e o poder da arte para expressar valores sociais. Mais tarde, os participantes analisaram como estes objetivos se relacionam com os seus próprios países, discutindo a participação juvenil e o acesso a programas. Esta partilha revelou tanto desafios comuns como realidades nacionais diversas.
À tarde, foram introduzidos quatro ateliers artísticos — Música, Dança, Teatro e Artes Visuais — através de atividades práticas e lúdicas. Cada atelier ofereceu uma forma diferente de abordar temas da juventude de forma criativa e colaborativa. Uma breve sessão de reflexão permitiu que os participantes partilhassem pensamentos e sentimentos antes de desfrutarem de algum tempo livre. O dia terminou com uma noite intercultural dedicada à Itália, Lituânia e Espanha. Através da música, comida, danças e tradições, os participantes celebraram a diversidade cultural e aprofundaram a sua ligação uns com os outros, numa atmosfera repleta de alegria e descoberta.



DIA 3
O terceiro dia em Ferreira do Alentejo foi inteiramente dedicado à exploração do tema do emprego de qualidade através de quatro ateliers criativos: Artes Visuais, Teatro, Dança e Música. Os participantes mantiveram-se nos percursos escolhidos, utilizando ferramentas artísticas para refletir sobre inclusão, confiança e valores no local de trabalho.
No atelier de Artes Visuais, ilustraram valores pessoais, criaram bandas desenhadas que mostravam tanto ambientes de trabalho ideais como tóxicos, e esculpiram símbolos como relógios e balanças para representar o emprego justo. O Teatro focou-se na comunicação não verbal — usando movimento, silêncio e dinâmica de grupo para explorar empatia, liderança e inteligência emocional.
O grupo de Dança trabalhou com confiança e emoção, movendo-se de olhos fechados e reagindo livremente à música — destacando a importância da segurança emocional na vida profissional. Os participantes de Música exploraram a narrativa sem palavras, usando instrumentos para ecoar sons, construir ritmos de grupo e criar bandas sonoras ao vivo baseadas em histórias improvisadas.
Após o almoço, um energizador conduzido pela equipa italiana trouxe diversão e movimento. O dia terminou com grupos de reflexão e tempo livre descontraído, encerrando um dia intenso e expressivo de aprendizagem através da arte.
DIA 4
O dia começou com uma exploração cultural de Ferreira do Alentejo através de visitas a dois museus locais. No Museu de Artes e Cultura Tradicional, os participantes aprenderam sobre os ofícios da região e ficaram particularmente tocados com a história de Ferreira — uma mulher ferreira pioneira cujo legado suscitou reflexão sobre género e emprego de qualidade. No Museu Arqueológico, os artefactos antigos proporcionaram uma ligação profunda à história do território.
De volta ao espaço do projeto, os ateliers criativos continuaram. No teatro, os participantes escreveram e interpretaram histórias pessoais, experimentando diferentes perspetivas e tons para explorar como a narrativa pode moldar a compreensão. O grupo de dança focou-se na confiança e na expressão emocional através da improvisação e do movimento, promovendo a ligação e a empatia entre todos. Nas artes visuais, a natureza serviu de inspiração, com meditação ao ar livre, pintura abstrata e uma atividade única de desenho baseada em cenas observadas por breves momentos — captando a emoção através da memória. Na música, exercícios de percussão corporal e ritmo conduziram à criação colaborativa de uma banda sonora, mostrando como o som expressa sentimentos e fortalece a coesão do grupo.
Um energizer lúdico conduzido pela equipa polaca trouxe uma pausa divertida, e no final do dia os participantes sentiram-se mais conectados — à região, uns aos outros e aos valores que continuam a expressar através da arte.

DIA 5
A criatividade encontrou a sustentabilidade em força total, enquanto os participantes exploravam como materiais descartados — e até emoções negligenciadas — podem ser transformados em expressão significativa e partilhada. O dia começou com um debate animado sobre moda rápida e desperdício têxtil. Os participantes refletiram sobre questões ambientais e éticas, discutiram os desafios específicos de reciclagem em cada país e criaram declarações reflexivas utilizando palavras-chave partilhadas. Um quiz e exemplos de marcas de upcycling ofereceram uma perspetiva positiva sobre como a inovação pode transformar o desperdício em arte e moda.
Passando da conversa para a criação, os participantes trabalharam em grupos para produzir obras de arte com tecidos descartados. Os resultados foram imaginativos e ousados: um “Noite Estrelada” em ganga, colagens vibrantes de tecido e peças abstratas que expressavam temas como ansiedade, esperança e sustentabilidade. Cada ponto e forma contava uma história de regeneração e cuidado.
À tarde, os ateliers artísticos atingiram o seu auge expressivo. O grupo de dança concentrou-se no fluxo e na respiração, espelhando movimentos em sequências silenciosas que construíram confiança e presença. Os participantes de música exploraram percussão corporal e ritmo para criar uma banda sonora sobre um filme mudo, demonstrando como o som sozinho pode moldar narrativa e emoção. O grupo de teatro criou cenas baseadas em movimento e narrativa sem palavras, usando coreografia e jogos criativos para comunicar com humor e profundidade. Os artistas visuais construíram um “jardim do lixo” cheio de borboletas de plástico e árvores de latas — uma instalação lúdica que lembrava a todos que a beleza pode ser encontrada no que foi descartado.
No final do dia, os participantes não só tinham criado peças impactantes, como também explorado como a arte pode inspirar mudança — mostrando que até aquilo que parece inútil pode conter potencial para renovação e ligação.

DIAS 6, 7 e 8
Após vários dias de profunda exploração artística, os participantes acolheram uma pausa bem merecida no Dia 6 — um dia livre para descansar, conviver de forma informal e explorar os ritmos tranquilos de Ferreira do Alentejo. Alguns passearam pelas ruas calmas da vila ou visitaram cafés locais, enquanto outros simplesmente aproveitaram para refletir, recarregar energias ou desfrutar de momentos espontâneos com novos amigos.
O dia seguinte marcou uma mudança criativa — da expressão individual para a narrativa coletiva. Cada oficina artística começou a fundir-se numa visão partilhada, à medida que a música, o teatro, a dança e as artes visuais se uniam para dar forma a uma poderosa performance final. Temas como o trabalho, a identidade e a ligação humana atravessaram os ensaios, enquanto os participantes usavam o ritmo, o movimento, a voz e a imagem para traduzir as suas experiências numa única história colaborativa. O ambiente era focado, mas energizante, repleto de descoberta e fluidez artística.
À noite, essa intensidade deu lugar à pura alegria, quando o grupo se reuniu para a Noite de Karaoke — uma celebração de união, riso e diversão sem medo. Canções em todas as línguas ecoaram pelo espaço e, a solo ou em grupos divertidos, cada atuação trouxe sorrisos e aplausos.
No Dia 8, os preparativos finais ganharam forma por completo. Os ensaios tornaram-se mais coesos, à medida que todos os elementos artísticos eram entrelaçados numa única performance coletiva. Cada participante contribuiu com a sua voz, energia e criatividade. Ao juntar todas as formas de arte — movimento, voz, som e imagem — os participantes co-criaram uma performance que não é apenas um espetáculo, mas uma voz coletiva.

DIA 9
O dia marcou o tão aguardado espetáculo final, trazendo uma mistura de entusiasmo e nervosismo entre os participantes. O dia inteiro foi dedicado aos ensaios — primeiro dentro de cada atelier, depois como grupo completo — para finalizar a estrutura, o ritmo e o fluxo geral do espetáculo. O atelier de artes visuais liderou a decoração do palco, enquanto a equipa da Câmara Municipal local forneceu apoio essencial na instalação de iluminação e som.
Antes da apresentação, os participantes fizeram uma pausa para respirar, refletir e ganhar confiança no trabalho que tinham criado ao longo dos dias anteriores. O espetáculo da noite revelou-se um enorme sucesso, atraindo uma grande audiência entusiasta. Uma ampla variedade de apresentações — desde dança até teatro — destacou os diversos talentos do grupo, recebendo aplausos calorosos e reconhecimento do público.
A noite terminou de forma celebratória, com participantes e membros da equipa reunindo-se para desfrutar do sucesso do esforço coletivo.
DIA 10
Após a emoção do espetáculo final, o Dia 10 foi dedicado à reflexão e ao encerramento. De manhã, os participantes preencheram formulários de avaliação como parte do processo final de avaliação—um passo essencial para analisar o impacto da troca juvenil e identificar áreas de melhoria para o futuro.
Seguiu-se uma discussão em grupo, onde os participantes partilharam as suas impressões sobre a experiência, aprendizagens pessoais e momentos memoráveis da troca. Foi um espaço significativo de reflexão, valorização e reconhecimento da jornada de cada pessoa. A tarde ofereceu tempo livre para que os participantes aproveitassem as suas últimas horas em Ferreira do Alentejo. Alguns escolheram revisitar locais favoritos na cidade, enquanto outros passaram o tempo a jogar, ouvir música ou a relaxar juntos junto à piscina—aprofundando amizades e criando memórias duradouras.
A troca concluiu-se com um jantar de despedida especial num restaurante local. Foi uma noite alegre e emotiva, celebrando não só o sucesso do programa, mas também as ligações e experiências partilhadas ao longo da semana.

WORKSHOP DE ARTES VISUAIS
Com Sarah Pinto como facilitadora do atelier de artes visuais, os participantes exploraram diferentes formas de se expressarem através das suas criações.
A primeira atividade, para apresentar a todos o atelier, consistiu em criar livremente uma escultura concreta em pequenos grupos. Usando os materiais disponíveis (papel colorido, fita adesiva, lápis, cartas de baralho, etc.), dois grupos criaram flores, um grupo criou uma máscara e o último grupo construiu uma árvore com cartas de baralho. Após esta atividade introdutória, os participantes que tinham escolhido o atelier de artes visuais reuniram-se para discutir o tema do emprego justo. Estas discussões em torno do objetivo europeu escolhido para esta edição resultaram em dois cartazes em banda desenhada. Uma banda desenhada representava um ambiente de trabalho saudável e a outra um ambiente de trabalho pobre.
A atividade seguinte envolveu o trabalho com argila. O objetivo era esculpir totens que representassem as características mais importantes de um emprego justo. O atelier de artes visuais deu também grande ênfase à autoexpressão. Os participantes tiveram a oportunidade de pintar livremente as suas emoções para as exteriorizar um pouco. Foram ainda convidados a escolher uma palavra de uma seleção fornecida pela facilitadora e a representá-la de forma criativa.
Os últimos dias dos ateliers concentraram-se na preparação para o espetáculo final. O objetivo era criar cenários que complementassem o trabalho desenvolvido nos outros ateliers. Os participantes de artes visuais criaram um jardim em cartão e papel colorido para representar a parte da “natureza” do espetáculo. Além disso, para ilustrar a canção final do grupo de música, criaram uma grande casa em cartão que seria pintada de amarelo.
Por fim, os participantes de artes visuais participaram ativamente no espetáculo final, entregando pássaros de origami ao público, exibindo um cartaz decorado e integrando as cenas de outros participantes que representavam “flores”, “trabalhadores” ou “máquinas”.


WORKSHOP DE DANÇA
O atelier de dança não se foca num tipo específico de dança, mas sim na consciência corporal e no movimento. Sara Baptista, a facilitadora do atelier, trabalha com os participantes no sentido de os ajudar a conectar-se com o grupo e consigo próprios.
Uma série de exercícios é realizada para aumentar a perceção de como os nossos corpos podem representar diferentes elementos, como os quatro elementos: ar, fogo, água e terra. Mas também como os nossos corpos reagem a forças externas, como a gravidade ou o toque. Um exercício, feito em pares, consistia em alternar entre ser a marioneta e o marionetista, ligando cordas simbólicas a diferentes partes do corpo. O atelier dá também grande ênfase à expressão de emoções. A ideia é observar quais emoções estimulam determinados movimentos. Os participantes tiveram ainda a oportunidade de dançar sem se sentirem observados ou julgados, formando um círculo de costas voltadas uns para os outros.
Todos estes exercícios permitem depois aos participantes criar pequenas coreografias de grupo sobre diferentes temas, que podem servir de inspiração para o espetáculo final. Os primeiros ateliers de fusão foram realizados com o teatro, onde os participantes de dança puderam apresentar a sua coreografia. Seguiu-se o atelier de música, onde os participantes puderam explorar sons e ritmos que melhor acompanhassem os movimentos.
Por fim, as últimas sessões focaram-se na criação do espetáculo final, envolvendo todos os participantes dos outros ateliers.
WORKSHOP DE TEATRO
Os ateliers de teatro foram conduzidos por Maria Kopke, que foca o teatro como uma ferramenta para cultivar qualidades humanas no nosso quotidiano.
Durante as primeiras sessões, a consciência de grupo esteve no centro da atividade. Isto envolveu uma multiplicidade de pequenos exercícios para encontrar diferentes formas de comunicar dentro do grupo. Incluiu comunicar através de gestos, sons, gerir silêncios e estar atento ao restante do grupo. Durante os exercícios, os participantes tiveram também a oportunidade de assumir o papel de líder ou de seguidor. A sessão de feedback no final permitiu aos participantes adaptar a sua liderança e fazer a ligação com o objetivo europeu escolhido para este projeto: emprego de qualidade para todos.
A segunda competência abordada foi a narrativa (storytelling). Depois de se inspirarem em alguns exercícios no parque, os participantes começaram a escrever uma história baseada nas suas experiências de trabalho ou escolares, pensando numa forma particular de contar a história, como mudar o género ou o narrador.
Um dia de atelier foi também dedicado a exercícios de improvisação. A ideia era construir uma história ou cena a partir de sugestões de outros improvisadores. Nunca recusar, mas aceitar e acrescentar: esta é a filosofia do “sim, e”.
Nos últimos dias, o teatro começou a fundir-se com os outros ateliers para preparar o espetáculo final. Primeiro com os participantes de dança, depois com os músicos, enquanto os participantes de artes visuais criavam os cenários. O espetáculo final foi uma apresentação conjunta que reuniu todas estas artes; e os participantes do atelier de teatro tiveram a oportunidade de recitar um poema na sua língua materna.


WORKSHOP DE MÚSICA
Os ateliers de música foram conduzidos por Celso Zanini, que se foca na exploração dos sons e ritmos à nossa volta. Não é necessário saber tocar um instrumento ou ler música para participar. Todas as competências musicais podem ser incorporadas no trabalho criativo dos ateliers ou no espetáculo final, mas o mais importante é construir unidade de grupo à volta da exploração sonora.
No primeiro dia do atelier, os participantes puderam familiarizar-se com todos os instrumentos disponíveis (maracas, pandeiretas, triângulos, castanholas, etc.). A ideia era observar as diferenças de volume, ritmo e atmosfera, e perceber quais os instrumentos que combinavam melhor entre si.
Nas sessões seguintes, os participantes exploraram os sons e ritmos que podiam criar usando apenas os seus corpos: estalar os dedos, bater com os pés, mãos, pernas e usar a voz. Este trabalho foi posteriormente reutilizado no espetáculo final para criar uma atmosfera semelhante a uma máquina, envolvendo todos os participantes. O atelier de música deu também muito espaço à improvisação. Isto podia envolver improvisar a atmosfera musical de uma cena com instrumentos, ou até realizar um exercício de dobragem sonora sobre um filme mudo de Charlie Chaplin. Os participantes tentaram ainda reproduzir, em direto, os sons do parque: o canto dos pássaros, o barulho de um motor ou dos transeuntes, por exemplo.
Quando chegou o momento de unir os ateliers para preparar o espetáculo final, os músicos criaram sons para acompanhar o trabalho conjunto dos ateliers de teatro e dança. O espetáculo final terminou com todos os participantes a cantar em coro a canção “Mandei caiar meu sobrado”. Os músicos tinham trabalhado um pouco mais esta música durante os ateliers, estabelecendo o ritmo para que todos pudessem cantar:
“Mandei caiar meu sobrado,
Mandei, mandei, mandei,
Mandei caiar meu sobrado,
Caiar de amarelo.”


EU.YOU.GO é um intercâmbio juvenil internacional que envolve jovens provenientes de 5 países europeus (Itália, Espanha, Grécia, Polónia e Portugal), que se realiza de 11 a 22 de julho 2024 em Ferreira do Alentejo.
A Associação Check-IN desenvolve este intercâmbio inserido nos “Objetivos Europeus da Juventude”. Entre o ano de 2021 e 2027, trabalhamos 5 objetivos: a União Europeia Conectada com os Jovens (YG1), como impulsionar a Juventude rural (YG6), criar uma educação de qualidade (YG8), envolver as organizações de Juventude e Programas para Jovens (YG11), sociedades inclusivas (YG3). E em 2024, acrescentamos a Saúde Mental & Bem-Estar (YG5).
Este intercâmbio juvenil procura dar aos participantes novos pontos de vista sobre os Objetivos Europeus da Juventude, através da arte que posteriormente irão ser expressadas à comunidade local através da escultura, da dança, do teatro e da música. Este intercâmbio procura consciencializar os jovens sobre o futuro da Europa. O objetivo principal deste projeto é saltar fronteiras, transpassar barreiras sociais e económicas e encontrar valores comuns entre as vastas culturas, abrindo a mente dos jovens à interculturalidade e aos Objetivos Europeus da Juventude.
Durante estes 10 dias os jovens têm a oportunidade de frequentar atividades que estimulam a criatividade, através da expressão corporal, sonora, artes plástica e multimédia, representarem a diversidade cultural ali presente. Daremos como término o intercâmbio uma apresentação aberta à comunidade local apresentando o que iremos trabalhar durante estes dias em Ferreira do Alentejo.
Este projeto foi aprovado pela Agência Nacional Erasmus + Juventude em Ação, com a referência: 2023-1-PT02-KA151-YOU-000114731 Contamos com o apoio altamente comprometido da Câmara Municipal de Ferreira e ainda do Instituto Português do Desporto e Juventude, a parceria de 4 entidades europeias e outras entidades locais.
Mais informações: check-in@checkin.org.pt
António Pinto, um jovem músico e artista, iniciou a sua jornada musical aos 17 anos, quando começou a tocar baixo. A exploração artística de António começou na Escola Artística António Arroio, onde inicialmente seguiu o design gráfico. No entanto, a sua paixão pela música rapidamente tomou prioridade, levando-o a imergir-se no ambiente dinâmico do Hot Clube Portugal, onde aperfeiçoou as suas habilidades em bateria, piano, guitarra e voz. Atualmente, está envolvido no seu projeto a solo e em duas bandas, Zaratan e Diagonal.

Maria Kopke é uma artista e escritora luso-brasileira, com formação em música e teatro, e um mestrado em Estudos Comparatistas. Com talento para a narração de histórias, tem experiência em composição de músicas, escrita de roteiros, direção, ensino, e tem trabalhos de ficção e não ficção publicados por publicações portuguesas e internacionais. Em todo o seu trabalho, ela procura usar a arte como uma ferramenta para construir pontes e criar oportunidades de diálogo.

Sara nasceu em Portugal e viajou pela Europa para aprender sobre a vida e a arte. É uma performer de dança, teatro e música, e uma professora e facilitadora de movimento e dança. Sara acredita que todos são dançarinos desde o momento do nascimento e que a dança e a arte em geral são ferramentas poderosas para reconectar os seres humanos com a sua essência de seres vivos criativos que fazem parte deste grande, complexo e belo ecossistema chamado Terra.

Sarah Pinto é uma artista multidisciplinar baseada em Lisboa. Licenciada em Relações Internacionais em 2015, tem experiência em diferentes áreas, como professora de línguas, facilitadora em workshops e intercâmbios de jovens Erasmus+, turismo e comércio. Sarah explora as artes visuais como uma forma de reconectar consigo mesma, com os outros e com a natureza, criando para expressar sentimentos e emoções.
Parceiros internacionais
– Youthfully Yours, Grécia
– Associazione Agrado, Itália
– IAiRS, Polónia
– Omix – Municipality of Ribadavia, Espanha
Parceiros Nacionais
– Câmara Municipal de Ferreira do Alentejo
– Instituto Português do Desporto e Juventude
Coofinanciado
– Agência Nacional da Gestão do Programa Erasmus +: 2023-1-PT02-KA151-YOU-000114731
Durante o projeto vamos publicar um diário do projeto para manter a par todos os interessados


DIA 1
Os nossos participantes chegaram a Ferreira do Alentejo. Vindos de cinco países diferentes — Portugal, Espanha, Itália, Polónia e Grécia — não se conheciam, pelo que foi uma grande prioridade começar com alguns jogos de nomes. Começámos com um jogo de associação: em círculo, cada participante dizia o seu nome em voz alta acompanhado de um gesto, e depois todo o grupo repetia o nome e o gesto. Depois de dominar este jogo, passámos para outro em que cada participante tinha de encontrar um novo amigo cujo nome partilhasse uma letra com o seu. O primeiro a escrever o seu próprio nome usando letras “emprestadas” dos outros ganhava o jogo. Esta tarefa foi mais desafiante para quem tinha nomes mais longos ou letras menos comuns, mas todos conseguiram completá-la.
Como é essencial conhecer mais do que apenas os nomes, a terceira atividade foi um speed dating. Frente a frente, os participantes partilharam os seus pensamentos e opiniões sobre várias questões, que iam desde “Que três objetos levarias para uma ilha?” até “Qual dos três elementos te define: água, céu ou terra?”. Esta atividade ajudou a começar a construir o espírito de equipa. De seguida, os participantes foram confrontados com uma tarefa impossível de completar: Missão Impossível. Com 20 tarefas para realizar em menos de 15 minutos, tinham de, por exemplo, criar uma coreografia para o projeto, dançar a Macarena ou fingir falar polaco. Conseguiram completar todas as tarefas com sucesso, provando que a missão impossível é, na verdade, possível. A segunda parte da manhã foi o nosso primeiro mergulho profundo no tema do projeto. Começámos por discutir alguns aspetos logísticos, como o programa, as diferentes oportunidades através do programa Erasmus+, e a partilha das suas contribuições, expectativas e receios para os dias seguintes.
A última atividade do dia foi uma dramatização dos Objetivos da Juventude Europeia em que nos estamos a focar no nosso projeto: Emprego de Qualidade para Todos (OJ7), Espaço e Participação para Todos (OJ9), Europa Verde Sustentável (OJ10), Sociedades Inclusivas (OJ3) e Informação e Diálogo Construtivo (OJ4). Esta edição de 2024 dá especial atenção à Saúde Mental e Bem-Estar (OJ5). Divididos em grupos, os participantes pensaram em pequenas peças de teatro para representar o OJ que estavam a explorar e depois apresentaram-nas. O público tinha de adivinhar qual OJ estava a ser representado. Após as atividades, foi tempo de grupos de reflexão e algum tempo livre antes do jantar. Depois, desfrutámos do jantar seguido de uma noite intercultural com Portugal e Grécia.
DIA 2
O nosso dia começou com um energizador ao ar livre, aproveitando o belo tempo que Ferreira do Alentejo tem para oferecer. De seguida, retomámos o trabalho do projeto. A primeira atividade do dia centrou-se nos valores europeus. Cada participante escreveu cinco palavras-chave que considerava representativas dos valores europeus. Depois, os participantes formaram pares para discutir e chegar a acordo sobre as cinco palavras que melhor definiam esses valores. Em seguida, formaram-se grupos de quatro pessoas para decidir coletivamente as melhores palavras. Por fim, cada grupo escreveu frases que incorporavam as palavras escolhidas para definir os valores europeus.
Na segunda parte da manhã, os participantes trabalharam pela primeira vez nas suas equipas nacionais. A sua tarefa foi analisar de que forma os respetivos países se alinham com os Objetivos Europeus para a Juventude (EYG). Cada equipa pesquisou o EYG3, o EYG5 e o EYG10 nos seus próprios países. Depois, partilharam as suas conclusões e observações com todo o grupo. Foi fascinante observar as diferenças e semelhanças entre os países!
A tarde marcou o arranque oficial do nosso projeto. Para envolver a comunidade local, organizámos a Conferência EU.YOU.GO III. Durante a conferência, apresentámos o nosso projeto e delineámos o trabalho em curso, promovendo e convidando todos para a apresentação final do projeto. Tivemos a honra de contar com a presença da Dra. Maria João Pina, do Departamento da Juventude do Município de Ferreira do Alentejo. Ela deu as boas-vindas aos participantes à vila e falou sobre a importância do envolvimento dos jovens em iniciativas locais e europeias.
A noite contou com uma noite intercultural que apresentou Itália, Polónia e Espanha. Os participantes destes países fizeram um excelente trabalho ao apresentar as suas culturas únicas através de comida tradicional, jogos e música. Os participantes italianos deliciaram-nos com pratos autênticos de massa e animadas danças de tarantela. A equipa polaca partilhou deliciosos pierogi e apresentou a todos jogos tradicionais populares. O grupo espanhol trouxe um pouco de Espanha com tapas e atuações de flamenco. O ambiente foi vibrante e festivo, com todos a desfrutarem da oportunidade de vivenciar e celebrar a rica diversidade cultural. Foi uma noite cheia de risos, aprendizagem e momentos memoráveis, destacando a importância do intercâmbio cultural.




WORKSHOPS – DIAS 3, 4, 5, 6, 7 e 8
VISUAL ARTS
Os workshops começaram com uma meditação de enraizamento e a definição de intenções para o dia e para a semana. Os participantes exploraram a diferença entre desenhar a partir da imaginação e desenhar a partir da observação. Em pares, desenharam retratos dos seus parceiros, começando com vendas nos olhos para testar a perceção e a imaginação, depois com a orientação do parceiro e, por fim, sem vendas. Refletiram sobre a experiência e sobre as diferenças no processo criativo. A discussão sobre saúde mental e bem-estar continuou, com os participantes a listarem atividades que consideram benéficas para a saúde mental e a refletirem sobre a frequência com que realizam essas atividades. A partir dessas listas, criaram uma pintura/desenho coletivo com símbolos e cores para representar as atividades mencionadas.
No segundo dia, a atividade ao ar livre começou com uma meditação de enraizamento no parque para ajudar os participantes a conectarem-se com a natureza. Em seguida, participaram num exercício em que uma pessoa guiava outra, de olhos fechados, para encontrar e “fotografar” elementos naturais que representassem a pessoa à sua direita. Cada participante desenhou, de memória, a imagem de que mais gostou. O grupo criou depois um mandala coletivo utilizando elementos naturais, explorando a arteterapia e a ligação com a natureza.
O terceiro dia incluiu a criação de um cartaz de boas-vindas e de mensagens para a apresentação final. Os participantes envolveram-se numa atividade colaborativa em que um grupo produziu sons corporais, outro grupo pintou a representação desses sons e um terceiro grupo criou uma performance com base neles. A equipa de artes visuais trabalhou nas decorações do palco, utilizando flores e folhas de papel. Durante a sessão de teatro, os participantes refletiram sobre frases recolhidas ao longo da semana, desenharam os sentimentos associados a essas frases e criaram performances a partir desses desenhos. O grupo continuou a trabalhar nas cortinas do palco e a ensaiar a estrutura da apresentação final.
No quarto dia, o ensaio final foi intensificado, com foco na revisão e aperfeiçoamento da apresentação. A equipa de artes visuais continuou a finalizar as decorações do palco, incluindo cortinas e outros elementos. No último dia, os participantes prepararam o palco com as decorações finais e realizaram um ensaio geral para garantir que todos conheciam os seus papéis e tempos na apresentação. O processo culminou com a montagem final e a revisão do espetáculo para a apresentação.
WORKSHOPS
DANÇA
A série de workshops começou com uma apresentação em grupo focada no despertar da consciência corporal. Os participantes envolveram-se em exercícios concebidos para energizar e conectar diferentes partes do corpo, incluindo um aquecimento de corpo inteiro que destacou a importância das ligações corporais. O programa explorou depois o conceito de dançar os elementos — Fogo, Água, Terra e Ar. Através de exercícios de incorporação corporal, os participantes inspiraram-se na natureza para desenvolver coreografias. Aprenderam sobre os elementos da coreografia, trabalharam em coro e inspiraram-se mutuamente através da dança. Além disso, utilizaram a gravidade para criar movimentos naturais e sem esforço, com foco no despertar e na exploração do movimento a partir de várias partes do corpo, muitas vezes esquecidas. Os participantes aprofundaram então o reconhecimento e a expressão de emoções através do movimento, construindo coreografias que entrelaçavam narrativa, emoção e expressão.
No dia livre, o foco passou para a compreensão da fluidez do corpo. Os participantes exploraram o conceito do corpo como um “saco de água”, procurando um movimento natural e sem esforço. O workshop continuou com sessões colaborativas envolvendo os grupos de música e de artes visuais, seguidas de um encontro com o grupo de teatro. Esta colaboração culminou numa atividade conjunta chamada “Máquina Humana”, onde música, imagem e movimento foram integrados. O dia terminou com uma apresentação que delineou o percurso até à apresentação final, incluindo uma fase de ensaios em que todos os grupos — dança, teatro, música e artes visuais — trabalharam em conjunto para aperfeiçoar as suas contribuições. Ester workshops culminaram com a apresentação final, que mostrou o trabalho coletivo e as conquistas criativas de todos os participantes.


TEATRO
O workshop começou com uma apresentação envolvente, incluindo exercícios concebidos para familiarizar os participantes com o espaço e uns com os outros. As atividades incluíram caminhar pelo espaço, passar energia em círculo, criar esculturas humanas e um aquecimento envolvendo uma bola verde. À tarde, os participantes concentraram-se nas apresentações e no “quebrar o gelo” através de exercícios de movimento e som. Exploram diferentes qualidades de movimento e foram introduzidos ao conceito de atenção ilimitada para aumentar o envolvimento e a presença.
Na manhã seguinte, o foco passou para a consciência de grupo, com exercícios como “Segue o Líder” e “Segue a Bola”. Estas atividades incentivaram os participantes a liderar e a seguir, enfatizando a comunicação clara e a definição colaborativa de objetivos. À tarde, os participantes trabalharam em pares para encontrar objetos naturais que representassem os seus parceiros. Em seguida, incorporaram individualmente esses objetos através do movimento e do som, explorando como representar os objetos como se fossem pessoas, servindo de inspiração para futuras performances.
O dia terminou com a preparação para a apresentação final, com todo o grupo a reunir-se para rever a estrutura do espetáculo e iniciar os ensaios. As sessões finais focaram-se em ensaiar e apresentar o espetáculo final, mostrando o trabalho colaborativo e os processos criativos desenvolvidos ao longo do workshop.


MÚSICA
Esta série de workshops teve como objetivo explorar o rico mundo dos polirritmos e o potencial de criar música utilizando objetos do quotidiano. Através da participação dos participantes em vários exercícios rítmicos, sessões de improvisação e colaborações criativas, procurámos descobrir os elementos essenciais para criar música e promover uma compreensão mais profunda do ritmo. Os principais objetivos da série de workshops foram introduzir os participantes ao conceito de polirritmos e à sua aplicação em diferentes contextos musicais; incentivar a utilização de objetos do quotidiano para criar música; fornecer exercícios práticos de ritmo para melhorar a pontualidade, a coordenação e a compreensão rítmica dos participantes; capacitar os participantes a criar e apresentar as suas próprias peças a solo; facilitar sessões de reflexão para ajudar os participantes a compreender o seu crescimento e áreas a melhorar; e promover a criação musical colaborativa e a improvisação através de jam sessions.
Os participantes foram introduzidos ao conceito de polirritmos através de discussões interativas e demonstrações. Explorámos vários contextos culturais onde os polirritmos são predominantes, como na música africana e latino-americana. Os participantes aprenderam a reconhecer e a criar polirritmos, compreendendo a sua complexidade. Para melhorar as capacidades vocais, foram incorporados ao workshop “Aquecimentos e Exercícios Vocais”. Estes exercícios incluíram técnicas de respiração, escalas e exercícios de articulação, garantindo que todos estavam preparados para atividades de canto a solo e em grupo.
Realizaram-se sessões de reflexão para ajudar os participantes a compreender o seu crescimento e a identificar áreas de melhoria. Estas sessões incluíram discussões em grupo, trocas de feedback e tempo de reflexão pessoal, permitindo aos participantes consolidar a aprendizagem e definir objetivos futuros. Para incentivar a criação musical colaborativa, organizaram-se jam sessions em que os participantes improvisaram juntos. Estas sessões fomentaram um sentido de comunidade e permitiram aplicar as novas competências num contexto de grupo. A natureza colaborativa das jam sessions destacou a importância de ouvir e responder aos outros num contexto musical.
Este workshop de música alcançou com sucesso os seus objetivos, promovendo a criatividade, a colaboração e uma compreensão mais profunda da música e do ritmo. Os participantes saíram com uma apreciação mais rica da simplicidade e complexidade da criação musical, equipados com novas competências e ideias para desenvolver os seus projetos artísticos.
DIA 09
Era o dia da apresentação final. Os participantes estavam entusiasmados, mas também nervosos. Passaram o dia inteiro em ensaios—primeiro dentro dos seus workshops e depois todos juntos—decidindo a ordem final do espetáculo, bem como o seu ritmo e fluxo. O workshop de artes visuais ficou responsável pela decoração do palco, enquanto a equipa do Município auxiliava na iluminação e na instalação da música. Antes do espetáculo, os participantes reservaram um momento para respirar e ganhar confiança no trabalho que haviam desenvolvido nos últimos dias.A performance revelou-se um grande sucesso, com uma grande plateia curiosa por ver o que os participantes tinham preparado. Todos desfrutaram das várias danças e apresentações, que mostraram os diversos talentos do grupo.Após o espetáculo, todos passaram o resto da noite a celebrar o sucesso alcançado.


DIA 10
Após o sucesso do espetáculo final, realizou-se a avaliação final, durante a qual os participantes preencheram formulários de feedback. Esta avaliação foi crucial para compreender o impacto da troca e para implementar melhorias em futuras edições.
A manhã foi dedicada à reflexão sobre toda a experiência da mobilidade juvenil. Os participantes reuniram-se para discutir a sua participação e envolvimento ao longo do processo, partilhando experiências pessoais e momentos memoráveis.
À tarde, os participantes tiveram tempo livre para passar juntos. Isto permitiu-lhes desfrutar dos últimos momentos em Ferreira do Alentejo, aprofundando amizades e criando memórias duradouras. Alguns escolheram explorar mais a vila, visitando os seus locais favoritos pela última vez, enquanto outros se envolveram em atividades de grupo, como jogar, partilhar música ou simplesmente relaxar na piscina.
À noite, realizou-se o jantar final, num restaurante em Ferreira do Alentejo. Esta refeição especial proporcionou uma oportunidade para todos celebrarem o fim da mobilidade num ambiente descontraído e festivo

EU.YOU.GO é um intercâmbio juvenil internacional que envolve jovens provenientes de 6 países europeus (Letónia, Itália, Espanha, Grécia, Polónia e Portugal), que se realiza de 24 de Julho a 4 de Agosto 2023 em Ferreira do Alentejo.
A Associação Check-IN desenvolve este intercâmbio inserido nos “Objetivos Europeus da Juventude”. Entre o ano de 2021 e 2027, trabalhamos 5 objetivos: a União Europeia Conectada com os Jovens (YG1), como impulsionar a Juventude rural (YG6), criar uma educação de qualidade (YG8), envolver as organizações de Juventude e Programas para Jovens (YG11), sociedades inclusivas (YG3). E em 2023, acrescentamos a Informação e o Diálogo Construtivo (YG4).
Este intercâmbio juvenil procura dar aos participantes novos pontos de vista sobre os Objetivos Europeus da Juventude, através da arte que posteriormente irão ser expressadas à comunidade local através da escultura, da dança, do teatro e da música. Este intercâmbio procura consciencializar os jovens sobre o futuro da Europa. O objetivo principal deste projeto é saltar fronteiras, transpassar barreiras sociais e económicas e encontrar valores comuns entre as vastas culturas, abrindo a mente dos jovens à interculturalidade e aos Objetivos Europeus da Juventude.
Durante estes 10 dias os jovens têm a oportunidade de frequentar atividades que estimulam a criatividade, através da expressão corporal, sonora, artes plástica e multimédia, representarem a diversidade cultural ali presente. Daremos como término o intercâmbio uma apresentação aberta à comunidade local apresentando o que iremos trabalhar durante estes dias em Ferreira do Alentejo.
Este projeto foi aprovado pela Agência Nacional Erasmus + Juventude em Ação, com a referência: 2022-1-PT02-KA151-
Mais informações: check-in@checkin.org.ptRecebemos em Ferreira do Alentejo os team leaders para a APV do EU.YOU.GO. Visitámos as instalações, definimos o plano final de atividades e ainda realizámos uma conferência de apresentação do projeto. Contámos com a participação da Dra. Ana Rute Sousa, Vereadora para a Juventude da CM de Ferreira do Alentejo.


Os nossos participantes chegaram a Ferreira do Alentejo. Vindos de 6 países diferentes — Portugal, Espanha, Itália, Polónia, Grécia e Letónia — não se conheciam, pelo que foi uma prioridade muito elevada realizar alguns jogos de nomes. Começámos com um jogo que promove a associação: em círculo, cada participante dizia o seu nome em voz alta acompanhado de um gesto, e depois todo o grupo repetia o nome e o gesto. Depois de aprenderem o jogo, chegou o momento de aprender a escrevê-los no segundo jogo: cada participante tinha de encontrar um novo amigo cujo nome tivesse uma letra em comum com o seu. O primeiro a escrever o seu próprio nome, pedindo letras emprestadas aos outros, ganhava o jogo. Claro que esta tarefa foi mais difícil para quem tinha um nome maior ou letras menos comuns, mas todos conseguiram terminá-la. Como é muito importante conhecer não só os nomes, mas também outras coisas sobre cada um, a terceira atividade foi um speed dating. Frente a frente, os participantes partilharam os seus pensamentos e opiniões sobre diferentes perguntas, que podiam ir desde “qual é o teu sonho de infância?” até “vês o copo meio vazio ou meio cheio?”.A segunda parte da manhã foi uma oportunidade para começar a construir o espírito de trabalho em equipa. Os participantes foram confrontados com uma tarefa impossível de completar: a Missão Impossível. Com 20 tarefas para realizar em menos de 15 minutos, tinham de, por exemplo, criar um hino para o projeto, dançar zorba ou dizer bom dia em quatro línguas diferentes. No entanto, conseguiram completar todas as tarefas e provar que a missão impossível é, afinal, possível.

A tarde foi o primeiro mergulho no tema do projeto. Em primeiro lugar, discutimos alguns aspetos logísticos, como o programa, as regras, as diferentes oportunidades através do programa Erasmus+, bem como a partilha das suas contribuições, expectativas e receios para os dias seguintes.A última atividade do dia foi uma dramatização dos Objetivos da Juventude Europeia nos quais estamos a focar o nosso projeto. O nosso intercâmbio juvenil centrou-se nos seguintes OJE: Ligar a juventude à UE (OJ1), Aprendizagem de qualidade (OJ8), Organizações Juvenis e Programas Europeus (OJ11) e Sociedades Inclusivas (OJ3), sendo que a edição de 2023 dá especial atenção à Informação e Diálogo Construtivo (OJ4). Divididos em grupos, os participantes pensaram em pequenas peças de teatro para representar o OJ que estavam a explorar e depois apresentaram-nas — o público tinha de adivinhar sobre que OJ estavam a falar.Com as atividades concluídas, foi tempo de grupos de reflexão e de algum tempo livre antes do jantar. Depois, foi hora de jantar e de uma noite livre para descansar deste intenso primeiro dia em Portugal.


O nosso dia começou com um energizer ao ar livre, para aproveitar o bom tempo que Ferreira do Alentejo tem para oferecer.
Depois disso, foi tempo de voltar a trabalhar no nosso projeto. A primeira atividade do dia foi a criação do país EU.YOU.GO. E o que é que isto significa? Que, em grupos, os nossos participantes aprofundaram temas como governo, bandeira, cultura, constituição e hino, fazendo com que estes refletissem os valores que deveriam ser abordados em cada um desses temas.
A segunda parte da manhã foi a primeira vez que tiveram de trabalhar nas suas equipas nacionais. Isto porque tinham de analisar a posição dos seus países relativamente aos Objetivos da Juventude Europeia. Através de um questionário online previamente preparado, os participantes acederam a alguns dados e tiveram a responsabilidade de elaborar gráficos e tirar conclusões que consideraram mais importantes para partilhar. De seguida, apresentaram as suas conclusões e observações ao grupo inteiro, sendo interessante notar as diferenças e semelhanças entre os países.
A tarde foi o momento de dar um início oficial ao nosso projeto. Para envolver a população local, organizámos a Conferência EUYOUGO, onde falámos sobre o nosso projeto e o nosso trabalho, e promovemos e convidámos todos para o espetáculo final do projeto. Da Divisão da Juventude do Município de Ferreira do Alentejo, tivemos o prazer de contar com a presença da Dra. Ana Rute Sousa, que deu as boas-vindas aos participantes na vila. Para finalizar a conferência, debatemos o OJ4 – Informação e Diálogo Construtivo e, para este tema específico, convidámos a Dra. Diana Almeida, do Instituto Português do Desporto e Juventude, que falou connosco sobre a importância destes temas e sobre como os podemos abordar coletivamente.
A conferência terminou um pouco mais cedo, o que nos deu algum tempo livre para descansar antes do jantar, algo que foi muito bem recebido, porque esta noite foi a Noite Intercultural. Os primeiros países em palco foram Portugal, Letónia e Grécia. Todos os participantes destes países promoveram muito bem a comida típica e os jogos dos seus países, e todos se divertiram imenso juntos.
Como em todos os dias, começámos a manhã ao ar livre com alguns energizers e, hoje, a equipa italiana foi a responsável por esta atividade.
Depois, foi tempo de começar os workshops. Durante a manhã, apresentámos os 4 workshops disponíveis este ano (música, teatro, dança e artes visuais) e a fantástica equipa de facilitadores (Marco e António, Maria, Sara e Sarah).
Durante a manhã, cada um deles teve 30 minutos para explicar aos participantes quais eram as suas ideias para os workshops e propor alguns exercícios para exemplificar o que os participantes poderiam esperar caso decidissem juntar-se a eles. Após as quatro apresentações, os participantes dividiram-se de acordo com as suas preferências.
Depois do almoço, foi altura de dar início aos workshops. Os facilitadores ainda estão a explorar o terreno para perceber o melhor que podem desenvolver com os nossos participantes. No workshop de artes visuais, os participantes começaram por explorar a ligação entre palavras e arte, nomeadamente iniciando pinturas e desenhos de uma pessoa com base em palavras e adjetivos. O grupo de teatro explorou exercícios que os tornaram mais conscientes do espaço, do corpo e do grupo como um todo. O workshop de música centrou-se em polirritmias e na exploração das expectativas dos participantes e de como o workshop poderia ser moldado de forma a que todos desenvolvessem competências e se sentissem felizes por participar e atuar. O grupo de dança aprendeu que toda a gente pode dançar e que qualquer movimento pode ser dança. Isto foi feito através de exercícios de movimento para sentir o espaço, os impulsos, a passagem e a alimentação da energia e do equilíbrio do grupo.
Após este dia cheio de novas experiências e expectativas, foi tempo para a segunda parte da noite intercultural. Esta noite, subiram ao palco Espanha, Polónia e Itália, que nos apresentaram comida local e tradições.



Não faria sentido que os nossos participantes passassem dez dias em Ferreira do Alentejo sem terem a oportunidade de conhecer a vila. Por isso, esta manhã, em colaboração com o Município e a Divisão da Juventude, os participantes passaram a manhã no museu, onde o guia explicou a História que nos rodeia, as influências em Ferreira e as lendas associadas ao local.
Durante a tarde, foi finalmente tempo de desfrutar da piscina. Depois do jantar, os participantes optaram por ter tempo livre para o passar da forma que preferissem.
Depois de algum tempo para descansar, chegou a hora de uma fase intensa. Os quatro dias seguintes foram totalmente dedicados aos workshops. Após as apresentações iniciais, os participantes realizaram mais exercícios para explorar as suas capacidades e competências. Mais tarde, decidiram o que gostariam de preparar para apresentar no espetáculo final.
Os facilitadores optaram também por um espetáculo final colaborativo, o que significa que os grupos utilizaram estes dias para se juntarem com frequência (por exemplo, dança e teatro passaram uma tarde juntos), unindo esforços para criar uma performance incrível.


O workshop de dança começou com alongamentos e aquecimento do corpo através de diferentes danças e movimentos que exploram a velocidade, a densidade, o fluxo e o peso. Mais tarde, utilizaram um exercício em pares para sentir o peso e a leveza dos movimentos e compreender a dança como uma resposta aos impulsos dos outros e à comunicação. Nesta primeira abordagem à dança, os participantes também recorreram aos componentes dos elementos — água, terra, fogo e ar — para criar uma pequena coreografia.
O dia seguinte foi dedicado ao floorwork. Para começar, houve um exercício de espelhamento do parceiro, para explorar o movimento e a concentração. Encontraram-se também com o workshop de música, para aprender a improvisar uma dança de acordo com a música tocada. Durante a tarde, foi proposto trabalhar como um coro, de forma a construir um sentido profundo de escuta e improvisação em grupo — criando um corpo feito de corpos individuais que seguem um caminho comum — tornando-se um coletivo (como bandos de pássaros a voar juntos, etc.). Para terminar este segundo dia, houve um exercício de meditação em movimento, que consiste em dançar o corpo interior e expressar emoções.
O dia seguinte foi dedicado ao trabalho com impulsos interiores e à exploração de diferentes qualidades da dança, como a velocidade, o fluxo, o peso e a densidade do movimento. Os participantes juntaram-se também ao grupo de artes visuais, para compreender como os outros percecionam a dança e o que acontece em palco, garantindo que as suas intenções ao dançar são bem recebidas pelo público. Depois disso, juntaram-se ainda ao workshop de teatro, para unir esforços na construção de uma coreografia que represente emoções e as suas representações físicas.
Após as aprendizagens destes três dias, os participantes do workshop de dança reuniram-se para decidir o que querem apresentar no espetáculo final e ensaiar em grupos maiores e mais pequenos.
O workshop de artes visuais começou por explorar o conceito dos 7 elementos das artes visuais. Mais tarde, exploraram esses conceitos observando um graffiti presente nas paredes do espaço. Outro exercício foi sobre arte colaborativa, em que cada participante começava um desenho e, após um minuto, passava-o ao próximo, que continuava o desenho, até todos os membros do workshop contribuírem em todos os desenhos. Outro exercício de arte colaborativa consistiu em desenhar e pintar, em conjunto, num longo pedaço de papel, sem comunicação verbal.
No dia seguinte, foi altura de usar as mãos de forma diferente. A proposta foi usar argila para construir diferentes elementos arquitetónicos presentes em Ferreira do Alentejo, que poderiam ser usados como decoração do palco do espetáculo final ou como lembranças para quem assistisse ao espetáculo. Os participantes também se juntaram ao grupo de teatro para explorar formas, incluindo desenhar os colegas durante os exercícios de teatro, por exemplo.
Os workshops continuaram no palco, para que os participantes pudessem sentir o espaço e obter inspiração para o decorar. Também se juntaram ao workshop de dança, onde assistiram a quatro danças sobre os elementos e depois tiveram de criar uma pintura colaborativa baseada no que viram. Mais tarde, foi tempo de se juntarem ao workshop de música e desenhar alguns instrumentos musicais.
O quarto dia foi dedicado à criação de origamis para decorar o palco. Também discutiram a possibilidade de realizar desenho e pintura ao vivo durante o espetáculo e decidiram quem faria o quê.


O workshop de teatro começou com um desafio para os participantes: apresentar-se através do movimento, explorando depois alguns conhecimentos teóricos e conceitos sobre como estar em palco. Os participantes trabalharam também em torno do conceito de “ubuntu” (que significa “sou porque tu és”), como forma de se mover e interagir no palco.
O dia seguinte foi dedicado aos elementos da narrativa e a como usar palavras para trabalhar numa performance. Após estas experiências, os participantes refletiram sobre quais delas seriam mais adequadas para usar na performance final. À tarde, foi tempo de se juntarem ao grupo de artes visuais, para trabalhar formas e esculturas humanas e compreender como o seu trabalho em palco é percecionado pelo público.
O workshop continuou no dia seguinte, acrescentando emoções. Os exercícios basearam-se em adicionar PARÂMETROS de movimento a palavras e frases, e depois acrescentar emoção a esses elementos. De seguida, o grupo juntou-se ao workshop de música, para permitir que os participantes se expressassem em palco e os músicos pudessem criar uma banda sonora para os movimentos que estavam a observar. À tarde, foi tempo de se reunirem com o workshop de dança, para partilhar esforços na construção de uma coreografia que represente emoções e as suas representações físicas. Após estes encontros intensos, houve também tempo para realizar exercícios de improvisação e brainstorm de ideias para a performance final.
O último dia antes da apresentação foi dedicado a trabalhar o que iriam levar para o palco. Isto incluiu preparar uma estrutura para a performance e trabalhar as cenas iniciais e finais, assim como a forma de as ligar com os grupos dos outros workshops.




O workshop de música começou por experimentar criar música com diferentes objetos que não fossem instrumentos musicais. Mais tarde, praticaram exercícios rítmicos e compreenderam os conceitos básicos de música, assim como a importância da frustração no processo criativo. Tiveram também a oportunidade de realizar a sua própria performance a solo e de se ouvir a si próprios.
No dia seguinte, os participantes refletiram sobre o trabalho realizado e sobre como continuar a partir daí em direção a uma performance. Exploram diferentes exercícios, mesmo que divertidos ou desconexos, para perceber em que direção se sentiam mais confortáveis a seguir. Mais tarde, juntaram-se ao workshop de dança e foram desafiados a criar música que fluísse com a dança que os seus colegas estavam a realizar. Neste dia, exploraram também o conceito de silêncio e a sua importância no processo de criação musical.
O trabalho com outros grupos continuou, desta vez com o workshop de teatro, enquanto criavam música que combinasse com a performance dos colegas. Alguns outros exercícios incluíram a exploração de uma banda sonora e do ritmo. O grupo visitou ainda o palco onde se realizará o espetáculo final, para garantir detalhes como a acústica e a posição dos instrumentos.
No dia seguinte, foi tempo de criar a performance final, desenvolver ideias para a música e perceber como colaborar melhor para o espetáculo final. Muito trabalho criativo foi realizado para definir a música a tocar e os papéis e tarefas que os participantes assumiriam durante a apresentação final.
Este foi o dia do espetáculo final. Os participantes estavam entusiasmados, mas também nervosos. Passaram o dia inteiro em ensaios — primeiro nos seus workshops e depois todos juntos, decidindo a ordem final do espetáculo e o seu ritmo e fluxo. A decoração do palco foi feita pelo workshop de artes visuais, e a equipa do Município ajudou com a iluminação e a instalação da música. Antes do espetáculo, os participantes também reservaram algum tempo para respirar e ganhar confiança no trabalho que desenvolveram nos últimos dias.
O espetáculo acabou por ser um sucesso, com a presença de muitas pessoas curiosas para ver o que os estrangeiros tinham preparado. Todos desfrutaram de ver as diferentes danças e performances.
Depois, todos aproveitaram o resto da noite para celebrar o sucesso do espetáculo.







After such a success, this day was a reflection day on the whole youth exchange and their participation and engagement in all the process. It was also time for final evaluation and final goodbyes.



EU.YOU.GO é um intercâmbio juvenil internacional que envolve jovens provenientes de 6 países diferentes (Letónia, Itália, Espanha, Grécia, Malta e Portugal), que se realiza de 29 de Julho a 9 de Agosto, em Alcoutim. Durante 10 dias vamos celebrar o Ano Europeu da Juventude e estimulando a criatividade, através da expressão corporal, sonora, plástica, cénica e multimédia, representarem a diversidade cultural ali presente.
A Associação Check-IN desenvolve este intercâmbio inserido nos “European Youth Goals”. Entre o ano de 2021 e 2027, trabalhamos 4 objetivos: a União Europeia Conectada com os Jovens (YG1), como impulsionar a Juventude rural (YG6), criar uma educação de qualidade (YG8), envolver as organizações de Juventude e Programas para Jovens (YG11). E em 2022, acrescentamos as Sociedades Inclusivas (YG3). Com recurso a materiais do European Youth Goals será produzido um espetáculo que será apresentado no Castelo de Alcoutim, dia 7 de Agosto, pelas 22h, para o qual todos estão convidados a assistir gratuitamente. Podem contar com música, dança, animação de rua, intervenções plásticas e mais importante que tudo muita alegria e diversão! Convidamos todos a estarem presentes no evento organizado pela equipa constituída pelos participantes dos vários países, membros da Associação Check-In e profissionais das diversas vertentes artísticas que irão coordenar a produção do espetáculo final.
Este projeto foi aprovado pela Agência Nacional Erasmus + Juventude em Ação, com a referência: 2021-1-PT02-KA151-YOU-000012019. Contamos com o apoio altamente comprometido da Câmara Municipal de Alcoutim e ainda do Instituto Português do Desporto e Juventude, a parceria de 5 entidades europeias e outras entidades locais.
Mais informações: info@checkin.org.pParceiros internacionais
– UpBeat Music – Malta
– OMIX – Espanha
– Agrado – Itália
– NEOI – Grécia
Parceiros Nacionais
– Câmara Municipal de Alcoutim
– Instituto Português do Desporto e Juventude
Coofinanciado
– Agência Nacional da Gestão do Programa Erasmus +: 2021-1-PT02-KA151-YOU-000012019

No dia 3 de julho, foi realizado uma reunião online de Preparação para o Intercâmbio. Durante esta reunião, tivemos a oportunidade de conhecer os Líderes de cada parceiro internacional, os jovens participantes e partilha a logística do projeto, Foi uma reunião muito produtiva que conseguimos preparar com sucesso todo o projeto.
Até já 😉
Aqui podes ver como foram todos os dias deste intercâmbio:

Finally, it was time to start our Youth Exchange. After a long time of travelling to this small village surrounded by Guadiana River and in the border with Spain, the participants rested and are ready to start to know each other. For that, we played some games with them. The first game was super easy. Each participant said their name and associated a gesture from an activity they particularly enjoy to do. Then, everybody repeated the name and the gesture. The second game was a letter exchange, so everybody, after learning the names, could learn how to write them. Each participant had to find a new friend whose name has a letter in common with his own name. The first to write his own name borrowing letters from others won the game! Of course, this task was most difficult for those who had a bigger name or strange letters, but everyone managed to finish it! The last activity was a team building challenge called Mission Impossible! The group faced a lot of different tasks they needed to complete in group! For example, they learnt to dance the zorba, they created an anthem for this youth exchange and had to write EUYOUGO with human letters. Fortunately, they proved the mission impossible to be possible and finished all those difficult tasks together.

After this first part of the morning, it was time to discover more about the program of the youth exchange. Check-IN prepared a Presentation Tour, where participants travelled around four different stations. In those, they discovered in more detail what was going to happen in which day and presented their questions about things that might not have been clear for them. They also did some paper work necessary and learnt about the Erasmus opportunities. Finally, the last stop on the tour was about logistic aspects of the project, and basic rules they need to follow so everybody could enjoy the next days! Before lunch there was still time to reflect on the journey ahead of them in Alcoutim. Everyone shared their expectations, contributions and fears. For example, they had expectations to meet new people, learn more about each other’s’ culture and discover more about the European youth goals, whilst they feared the heat or not being able to sleep. After lunch, there was some time to rest and then to start working on the topic of the European youth goals (EYG). Our youth exchange was focused on the following EYG: Connect youth with EU (YG1), Quality learning (YG8), Youth Organizations & European Programs (YG11) and Inclusive Societies (YG3). The participants were split into groups, and which had the task to write about what each of these goals represented to them and in which ways they can be developed and implemented. After present their work to the rest of the group, it was time for reflection groups and have some free time before dinner. Then, it was time to have dinner and a free night to rest from this intense first day in Portugal.
The second day started with an amazing energizer. Everyone is still making progresses into getting to know each other and to know everyone’s names.
Then, it was time to start with an activity related to the European youth goals that was also a team building activity. The participants had to create the EUYOUGO country, and, for that, they needed to work together to create an anthem, a constitution, a government, the culture, and the flag. They shared the ideas with the whole group and everyone agreed on the suggestions, so the EUYOUGO country was officially established!
The following activity was about the good practices they know about a specific youth goal. This is a nice way to wrap about the discussion the group had until this point and to introduce a bit the next activity. But before, it was lunch time.
After lunch, there was time to rest a bit and enjoy the local beach or just relax on the shadow. To get into the mood to develop some more work, the participants had an energizer. The activity of this afternoon was about the YG3 – Inclusive Societies. The participants worked in groups and discussed what an inclusive society means for them and what was is “must have” in any society so it is assumed as inclusive.
This night was also the first intercultural night. Portugal and Latvia had the honor to inaugurate and present their countries, through some interactive games and showing dances and sharing food.


This morning was a special one. We had the privilege to be received by councilwoman from Alcoutim, at the Alcoutim castle. She welcomed us to the village and explained a bit of its history and its importance. It was really important for the participants to understand more of the history of the place where they are.
Back to our headquarters, it was time to present the findings about the stage of the youth goals in each and every country. The participants shared a questionary with friends and collected some results, that they previously shared with the group. This was an important activity to understand better what work has been done and what can be improved to reach the European youth goals.
After lunch and some resting. It was the perfect time to start to think about the final performance that was scheduled to be done at the Alcoutim Castel. So, before everyone had to choose in which workshop they wanted to participate – theater, music, dance or communication – they had the opportunity to be introduced to all of the workshops and some activities in each. This afternoon was dedicated to the theater workshop. The whole group had the chance to do some exercises to explore their body and the space, and to get introduce to the activities they would further develop.
The end of the afternoon was free – some enjoyed the beach, others decided to sleep because another long night was coming. The stage today was for Italy and Greece, who presented us with local foods and traditions.

The initial workshops continue! After energizers, the morning was dedicated to the music workshop. The participants were introduced to the basics of music and challenged to search for sounds in the most simple and basic things – for example, throwing a stone into the water and record the sound, close the door and record the sound, etc. After they completed this task, they gather again all together and mixed the sounds to originate a simple music/rhythm.
After the lunch break, it was time to introduce the dance workshop. The main idea was to explore different types of music and let each participant express themselves through the body movements.
This night was the last intercultural night from the project and the stage was for Spain and Malta, the only ones left. They presented us with some quizzes and fun facts about their countries and brought some food to share!

Today was finally time to chose the workshops that the participants would enroll until the end of the youth exchange, in order to prepare the final show at the castle.
After these choices, they started to work on their groups.
The music group started by explore the instruments they had with them – improved drums, a piano and a musical keyboard, etc. The theater group deepen the exercise they did in the introductory workshop, exploring the notions of body, movement, voice, etc. The dance group explore different genres and discuss in each one the participants felt more comfortable to work in for the spectacle while the communication group started to prepare and plan some interviews with the locals and spread the communication materials through the village, such as the flyers and posters.
After the dinner, there was a concert in the village and everyone decided to gather together and enjoy the night there.
We are in the middle of the youth exchange and the morning was dedicated to escape from the intense work rhythm. The participants had the opportunity to learn more about the culture and history of the village and enjoy watersports in the river. The municipality offered a guided visit to the castle, where were some archeological findings in the region. In the river, the participants did kayak and took the opportunity to paddle to Sanlúcar del Guadiana, the town on the other side of the river, in Spain.
In the afternoon, the activities in the workshops continue, so the next day they could finally start the working on the final show.
As the day was very tiring, the night was free and some participants used this opportunity for a night swim in the beach.

The final show is approaching and everyone is very excited but nervous about it. The music workshop did a lot of progresses. Together, they created a melody and a poem about youth goals and self-discover. This took a lot of time to be as perfect as possible and to let everyone find their role – some participants played different instruments, others had to sing or do some choir.
The dance group started to work in pairs or in trios – they had freedom to choose the song and dance style and develop a choreography from there. With the help of the facilitator, things started to come together so they had a lot of different dances to present on the final show. The theater group continue with improvisation exercises that explored the capacity of telling a story with talking, only with gestures, because the participants don’t speak Portuguese and the viewers of the show don’t speak English.
The communication group collected some pictures and also some footage from Alcoutim to include in the final videos to promote the youth exchange.











Today is the day! Participants can’t wait to show to the people from Alcoutim what they have been preparing for the show. The day passed in a rush, with everyone adjusting the final details. They had to look for some costumes to do their performances and decide, all together, the order of the acts. They also used the day to breathe and be confident in the work they developed in the past days.
The spectacle ended up being at the school, and a lot of people appeared, curious to see what the foreigners prepared. Everyone enjoyed to see the different dances and performances and listen to the original music prepared specifically for this youth exchange.
After, everyone used the rest of the night to celebrate the success of the show.
You can watch the show here
Durante o projeto serão divulgados todos os materiais produzidos.
Podem ver o espetáculo final aqui
Podem ver os vídeos promocionais aqui e aqui
Podem ler notícias sobre o EUYOUGO em:
– Algarve Primeiro aqui
– Mais Algarve aqui
– Diário Online Região Sul aqui
– Rádio Horizonte aqui
– Jornal do Algarve aqui
